quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Pedras no caminho que colocamos lá só para complicar a nosso própria vida
Às vezes não sei se penso demais, ou se observo demais. De qualquer jeito, chego a conclusões que não gostaria de chegar, e, confusa com os meus próprios pensamentos, chego a pensar que posso estar beirando a loucura. O fato é que penso cada vez mais que, a medida que crescemos, o que chamamos de amadurecimento é, na verdade, um conjunto de pensamentos pessimistas sobre o que nos rodeia. Sonhar é coisa de criança, se você quer ser adulto, deve agir como tal: Sério, "pé no chão". Na maioria das vezes,se somos pessimistas é bom, pois significa que somos adultos! quanto mais problema, melhor, você virou um homenzinho (ou mulher!). Ou seja, seguindo essa lógica, a vida é uma bosta. O amor é um jogo, a mulher reclama demais, o homem é sempre folgado.
É claro que hoje em dia, devido a esse pensamento exagerado, muita gente chega a ser "brega", mas não é aí que quero chegar. Não pensem que tenho a síndrome de Peter Pan, não é por aí. A questão é que a medida que crescemos, mais vemos marcas e criações de esteriótipos, quando, na nossa infância, lidar com pessoas era bem mais fácil. Curioso, não? Sempre reclamamos de pedras no nosso caminho, quando na verdade, essas pedras estavam no nosso bolso e nós que as jogamos, muita das vezes. Nos vitimamos por nossa própria ansiosidade, nosso rancor, o outro sempre é o culpado. A verdade é que, quando se cresce, tomar as rédeas da nossa própria vida se torna cada vez mais difícil , pois muita das vezes as deixamos na mão dos outros. Quando algo dá errado, o outro que colocou a pedra no seu caminho. E a parte mais interessante vem a seguir: Existe coisa mais infantil que isso? E essa história vai muito mais além , para mim essa consciência infantilizada é uma das precursoras do pensamento politicamente correto, o grande escudo que abriga os "indefesos". É bom pregar a igualdade, porém, este bate de frente quando o mesmo alega a incapacidade de outrem. É sempre culpa dos outros e a situação é facilmente revertida a bel-prazer daquele que sempre quer defender alguma coisa, pois sempre é injustiçado. Hoje em dia é muito blá blá blá, que é sempre passado adiante como se fosse um ato heroico. A parte irônica é que as pedras no caminho destas só se multiplicam , pois sempre tem algo de errado. A minha? Às vezes aparecem uma pedras, o uso da razão é complicada em muitas das vezes e o autocontrole, idem. Sou vítima de minha própria ansiedade e nervosismo, sempre me ferro por conta disso. Mas sério? é muito mais fácil e sincero dizer que a vida às vezes é foda , que o amor falha (demais) mas não tem nada de errado acreditar nele, que todos temos preconceitos , a cultura do outro não precisa ser linda, não precisamos de voltar para o Neolítico para redescobrirmos o "trabalho em equipe", e a maior lição de amor ao próximo é simplesmente ligar o foda-se para tantas regras, e ao invés de parar e descobrir sempre um jeito de retirar a pedra do caminho, simplesmente pisar em cima e continuar andando. (foda-se mode on)
quarta-feira, 7 de março de 2012
Sei lá.
Ter felicidade pode até não significar ser tudo de alguém, mas sim ser uma grande e insubstituível parte de um todo. É poder amar sem restrições , agir sem medo , e saber que a sua ação é compreendida. É ter um amigo, é ter mais que um amigo, um irmão. Com sorte, é ter um amigo, amante,irmão. É poder rir sem ter que olhar para o lado, pois saberá que o outro rirá com você. É sentir dor, e não ter que olhar nos olhos de quem te escuta, porque você sabe que o mesmo sente sua dor. É ter que explicar nada para aquele que te conhece, e que não te julga. É fazer e dizer loucuras, e ainda ser considerada a pessoa mais sã do mundo aos olhos daquele que te conhece. Ser feliz é ter por perto quem te conhece. É poder ser você mesmo.
Sonhar é bom, o eterno, na maioria das vezes, agrada. Sonhar com sentimentos recíprocos, virtudes singulares, percepções de detalhes em complexidades, torna a vida igualmente singular, diferente.
Olavo de Carvalho disse uma vez o seguinte:
O sentimento segue aquilo que amamos. Se amamos o que é verdadeiro, bom e belo, ele nos conduzirá para lá. O problema, portanto, não é sentir, mas amar as coisas certas. Do mesmo modo, o pensamento não é guia de si próprio, mas se deixa levar pelos amores que temos. Sentir ou conhecer, nenhum dos dois é um guia confiável. Antes de poder seguir qualquer um dos dois, é preciso aprender a escolher os objetos de amor – e o critério dessa escolha é:Quais são as coisas que, se dependessem de mim, deveriam durar para sempre?Há coisas que são boas por alguns instantes, outras por algum tempo. Só algumas são para sempre.
Indo direto para a realidade, sim, sonhar é bom. Mas correr atrás do que realmente vale a pena é melhor ainda, se partirmos do pressuposto de que , o prêmio que te espera no final, é realmente grandioso. A pergunta que ainda me faço é : vale tudo para que o mesmo seja alcançado?
Com isso, termino meu conjunto de palavras em um texto confuso, vindo diretamente da cabeça confusa de uma mulher de 18 anos.
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