Ah, amor... O tema predileto do ser humano. Seria de fato um tema imposto pela sociedade para estabelecer um padrão de vida monogâmico , ou fomos levados a acreditar no amor , sendo o mesmo obra do instinto humano? Ele existe?

Ao pensamos em amor, temos basicamente duas linhas de raciocínio: o modo dito pessimista caracterizado pela justificativa do instinto, e o apaixonado, com características explícitas do romantismo romântico.Claramente, o mais adotado como verdade absoluta é o segundo, digo isso simplesmente porque muitos, de maneira abstrata e com seus discursos apaixonados, o trata como algo proveniente do mais profundo e sincero coração, algo inexplicável que o faria ir até o fim do mundo em busca da(o) amada(o) em questão - em suma, algo que é sentido, apenas. Sendo apenas um sentimento, qual seria o motivo de simplificarmos o seu significado em apenas uma palavra, sendo este tão individual? Simples: ainda que seu conceito não seja, de tudo, uma verdade universal, todos temos, ainda que pouco, influência sobre esse pensamento (qual mulher nunca idealizou o homem perfeito?).
Ainda temos aqueles que seguem a linha de pensamento de que , análogo à busca interminável de um inseto a uma determinada flor ou fruto, o homem determina preferência exclusiva por determinada mulher , aquela cuja natureza individual corresponde à sua. Seu empenho com tão apaixonado zelo para consegui-la , sendo capaz de agir de malgrado a razão, ou até sacrificar a própria felicidade por um casamento insensato ou ligações danosas, é fruto de um instinto que parece agir em conformidade com um fim, mesmo que este seja completamente estranho.
Sigo pensando que a melhor forma de compreender o amor, é não o compreendendo. Simplesmente não existe um sentido nem explicação que o defina. Vemos por exemplo muitas pessoas dizendo que o amor foi banalizado. Será que foi o amor, ou a idealização do mesmo como algo eterno e incondicional? Será essa idealização o conceito de amor? Além disso, temos as diversas formas de amar. Seria esta uma causa de tal banalização?

Sendo instintivo ou não, banalizado ou não, só sei que devemos procurar sempre, sendo como companheiro(a) ou amigos, aqueles que adiocionam algo para nós enquanto pessoas. Na condição de namorado(a) (nem cito casado pois acredito piamente que aqueles que são felizes casados, certamente serão namorados até quando lhes for coveniente ou, até mesmo, até a morte) , alguém que esteja por perto quando for preciso , alguém que você tem confiança, que passará por momentos bons e ruins; que não deixará de ser seu(sua) amigo(a) e amante; alguém que pense em você nos planos futuros; que, enquanto namorados, não pensa na hipótese de encontrar alguém como você, que te vê como uma pessoa única, a que foge do terrível senso comum que nos cerca; alguém que você se orgulha, se preocupa, se lembra e sabe que é recíproco.
Ah... O amor. c'est la vie...ruim com ele, pior sem ele.